A mastectomia preventiva mamária é uma cirurgia de prevenção ao câncer de mama. A cirurgia de mastectomia preventiva consiste na retirada da região interna da mama - ou seja, da glândula mamária juntamente com os ductos mamários - que são os locais onde pode acontecer a formação de um tumor. Com a retirada do interior da mama, os riscos de câncer reduzem em até 90%. As chances do câncer ainda existem porque 10% do tecido mamário ainda é preservado para a nutrir a pele, aréola e mamilo. Na cirurgia sempre serão removidas as duas mamas, daí a denominação de dupla mastectomia preventiva. O cancro da mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Indicações Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. No entanto, a mastectomia preventiva é indicada para mulheres que possuem um alto risco para essa doença. Os critérios para identificar o risco em uma mulher são: História pessoal de câncer de mama: mulheres que já tiveram câncer em uma das mamas podem fazer a cirurgia para reduzir o risco de reincidência. História familiar forte: dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença dois parentes de primeiro grau com câncer de mama, sendo que um teve a doença antes de 45 anos um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral um parente de primeiro grau com câncer de mama e um ou mais parentes com câncer de ovário um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário. Mutações genéticas: a mulher possui uma mutação no gene BRCA1, BRCA2 e p53, ambos indicativos de alto risco para câncer de mama. Para descobrir essa mutação, é necessário fazer um exame de mapeamento genético, no qual é retirada uma amostra de sangue ou saliva para análise do DNA em laboratório. Os exames genéticos devem ser considerados, principalmente por pacientes onde há uma indicação muito precisa, com forte histórico familiar, como por exemplo as mulheres que tem casos de câncer de mama e de ovário na família e são de ascendência judaica Ashkenazi. Não há pré-requisitos obrigatórios para a mastectomia preventiva, basta ter alto risco para o câncer de mama. No entanto, os médicos recomendam a mastectomia preventiva apenas para mulheres que já tem prole constituída - ou seja, já teve todos os filhos que gostaria. Isso porque, após a cirurgia a mulher não terá mais condições de amamentar, pois serão removidas as glândulas mamárias. Caso algum parente de primeiro grau tenha sofrido da doença, o ideal é que a mastectomia seja feita antes da paciente atingir a idade em que seu parente teve o câncer de mama. Um exemplo: se a mãe ou irmã da paciente teve um câncer de mama aos 40 anos, o indicado é a paciente fazer uma mastectomia antes de chegar a essa idade, garantindo a prevenção.